Dr. Hélio culpa 'jeitinho brasileiro' por tragédias em barragens e no CT do Flamengo
19/02/2019 13h02

 

O deputado Dr. Hélio (PR) foi o primeiro orador na sessão desta terça-feira (19), quendo falou sobre as tragédias e as mortes em acidentes evitáveis, como o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, citando as reportagens alertando sobre o risco desse desastre se repetir no açude Caldeirão, em Piripiri, no Norte do Piauí.
Dr. Hélio lamentou as quase 1.500 mortes de brasileiros vítimas de acidentes como os das barragens, por conta do jeitinho brasileiro de burlar as leis, de permitir que essas barragens funcionem sem licença, sem laudo do Corpo de Bombeiro. 
“O que é preciso que essas barragens sejam interditadas e as pessoas que praticam esses crimes possam responder pelas mortes, quando assumem os riscos de seus atos”, defendeu.
O orador também citou a tragédia no Ninho do Urubu, onde dez jovens com idade entre 13 e 17 anos morreram em um incêndio que poderia ter sido evitado, já que foram mais de 30 multas aplicadas ao Flamengo por irregularidades no Centro de Treinamento.
“O que é pior é que as tragédias vêm se repetindo. Mariana há três anos, agora Brumadinho. O que não falta é apuração, processo para isso, processo para aquilo, mas nunca em nenhum momento ninguém foi punido por conta dessas tragédias”, acrescentou. “São quase 1.500 pessoas mortas e ninguém respondendo por esses crimes porque o Brasil não tem a cultura de investir em prevenção agora chora as mortes dessas vítimas. Isto tudo que acontece o resultado da cultura brasileira de não ir até o fim na defesa dos direitos dos cidadãos”, reclamou.
Em aparte, o deputado Franzé Silva (PT) defendeu que a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros formem parceria para inspecionar o funcionamento de casas noturnas, das barragens, dos alojamentos inclusive a Assembleia Legislativa deveria aprovar uma lei para reforçar essa prevenção desses acidentes.
Dr. Hélio disse que na grande maioria dos casos são perdas de vidas evitáveis, situações sanáveis, um caminho que precisamos avançar para contemplar a sociedade dessas garantias. 
O deputado Henrique Pires (MDB) responsabilizou o “jeitinho brasileiro” pelas três tragédias acontecidas recentemente no país. “Faz vergonha um pai de família abrir a boca e dizer aquilo que foi dito no Senado Federal. O Ministério Público deveria ter fiscalizado a instalação daquele alojamento, do refeitório naquele local da barragem. E também no CT do Flamengo. Foram mortes evitáveis”, disse.
Henrique Pires citou o Rio de Janeiro, onde a prefeitura aplicou apenas  23% dos recursos destinados a drenagem e prevenção de desastres. “Só tem um jeito: gente preso pagando pena, porque não existe dinheiro no mundo que pague as vidas que foram perdidas nessas tragédias”, acrescentou.

O deputado Dr. Hélio (PR) foi o primeiro orador na sessão desta terça-feira (19), quendo falou sobre as tragédias e as mortes em acidentes evitáveis, como o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, citando as reportagens alertando sobre o risco desse desastre se repetir no açude Caldeirão, em Piripiri, no Norte do Piauí.

Dr. Hélio lamentou as quase 1.500 mortes de brasileiros vítimas de acidentes como os das barragens, por conta do "jeitinho brasileiro" de burlar as leis, de permitir que essas barragens funcionem sem licença, sem laudo do Corpo de Bombeiro. “O que é preciso que essas barragens sejam interditadas e as pessoas que praticam esses crimes possam responder pelas mortes, quando assumem os riscos de seus atos”, defendeu.

O orador também citou a tragédia no Ninho do Urubu, onde dez jovens com idade entre 13 e 17 anos morreram em um incêndio que poderia ter sido evitado, já que foram mais de 30 multas aplicadas ao Flamengo por irregularidades no Centro de Treinamento.

“O que é pior é que as tragédias vêm se repetindo. Mariana há três anos, agora Brumadinho. O que não falta é apuração, processo para isso, processo para aquilo, mas nunca em nenhum momento ninguém foi punido por conta dessas tragédias”, lembrou.

“São quase 1.500 pessoas mortas e ninguém respondendo por esses crimes porque o Brasil não tem a cultura de investir em prevenção agora chora as mortes dessas vítimas. Isto tudo que acontece o resultado da cultura brasileira de não ir até o fim na defesa dos direitos dos cidadãos”, reclamou.

Em aparte, o deputado Franzé Silva (PT) defendeu que a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros formem parceria para inspecionar o funcionamento de casas noturnas, das barragens, dos alojamentos inclusive a Assembleia Legislativa deveria aprovar uma lei para reforçar essa prevenção desses acidentes.

Dr. Hélio disse ainda que na grande maioria dos casos são perdas de vidas evitáveis, situações sanáveis, um caminho que precisamos avançar para contemplar a sociedade dessas garantias.

O deputado Henrique Pires (MDB) também responsabilizou o "jeitinho brasileiro" pelas três tragédias acontecidas recentemente no país. “Faz vergonha um pai de família abrir a boca e dizer aquilo que foi dito no Senado. O Ministério Público deveria ter fiscalizado a instalação daquele alojamento, do refeitório naquele local da barragem. E também no CT do Flamengo. Foram mortes evitáveis”.

Henrique Pires citou o Rio de Janeiro, onde a prefeitura aplicou apenas  23% dos recursos destinados a drenagem e prevenção de desastres. “Só tem um jeito: gente preso pagando pena, porque não existe dinheiro no mundo que pague as vidas que foram perdidas nessas tragédias”, acrescentou.


Por Paulo Pincel
Edição: Katya D'Angelles

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