Teresa Britto vai encaminhar pedido de informações sobre diretora em Campo Maior
25/06/2020 13h37

Depois de muito debate, a deputada Teresa Britto (PV) retirou de votação requerimento de sua autoria, que foi apresentado na sessão plenária virtual de hoje (25),  em que pedia o afastamento da diretora do Hospital Regional de Campo Maior, Celene Maria Moraes Fontenele. Segundo ela, a diretora é acusada da prática de irregularidades por profissionais daquele estabelecimento de saúde e de atentar contra o decreto de isolamento social do Governo do Estado tendo, segundo denuncias que a deputada diz ter recebido, realizado aglomeração.

Após ouvir sugestões de deputados do Governo, Teresa Britto disse que pedirá informações ao Governo do Estado sobre a questão para depois decidir o que fazer. A parlamentar afirmou que, além de humilhações praticadas contra profissionais de saúde, Selene Fontenele é acusada de ter promovido o “Forró da Selene” durante a pandemia da Covid-19 e tem sido negligente na prestação de serviços à população de Campo Maior.

Os líderes do Governo, deputado Francisco Costa (PT), e do PT, deputada Franzé Silva, criticaram a proposição de Teresa Britto e pediram que bancada do governo votasse contra a sua aprovação. Francisco Costa sugeriu que, ao invés de pedir o afastamento de Selene Fontenele, Teresa Britto deveria requerer a apuração das denúncias contra ela.

As declarações de Francisco Costa receberam o apoio de integrantes da bancada do Governo, dentre eles, os deputados João de Deus (PT), Evaldo Gomes (Solidariedade), Fábio Novo (PT), Nerinho (PTB) e Ziza Carvalho (PT). Todos concordaram que as denúncias devem ser apuradas antes da adoção de medidas contra a diretora do Hospital de Campo Maior.

O deputado Marden Menezes (PSDB) defendeu o direito de Teresa Britto de pedir o afastamento da diretora, afirmando que o deputado Franzé Silva requereu a demissão do diretor da Fundação Palmares, órgão do Governo Federal. Franzé Silva respondeu que apenas repercutiu a denúncia contra o diretor do órgão federal que tinha feito declarações racistas. E que propôs não a demissão, mas uma moção de repúdio ao diretor.

J. Barros - Edição: Katya D'Angelles

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